UGC e Conteúdo Autêntico vs IA

O que está por trás do debate sobre “fake autenticidade” no marketing digital?

Nos últimos dias, um termo começou a aparecer com força em debates no LinkedIn, Instagram e fóruns de marketing: fake autenticidade.

O motivo é simples.
O crescimento acelerado de conteúdos gerados por Inteligência Artificial está colocando em xeque um dos ativos mais valorizados do marketing atual: a autenticidade.

De um lado, marcas apostando em UGC para criar proximidade real com o público.
Do outro, conteúdos produzidos por IA que parecem humanos, mas nem sempre são percebidos como verdadeiros.

A pergunta que fica é direta:
o que realmente gera conexão, confiança e conversão hoje?

Este artigo é para quem precisa tomar essa decisão com estratégia, não por modismo.

O que é UGC e por que ele se tornou tão relevante

UGC é a sigla para User Generated Content, ou seja, conteúdo gerado por usuários reais. Pode ser um cliente, colaborador, parceiro ou alguém que vive a experiência da marca no dia a dia.

Estamos falando de:

  • Depoimentos reais
  • Vídeos espontâneos
  • Reviews
  • Bastidores
  • Conteúdos menos roteirizados e mais humanos

O valor do UGC não está na estética perfeita. Está na credibilidade.

Em um cenário de excesso de anúncios, o público aprendeu a ignorar o que soa ensaiado demais. O UGC quebra essa barreira porque parece, e de fato é, mais próximo da realidade.

Onde a Inteligência Artificial entra nessa história

A IA revolucionou a produção de conteúdo. Hoje é possível criar textos, vídeos, vozes, imagens e até personas digitais em poucos minutos.

Isso trouxe ganhos claros:

  • Escala
  • Velocidade
  • Redução de custos
  • Testes rápidos de criativos

O problema surge quando a IA começa a simular autenticidade, sem ser transparente sobre isso.

É aí que nasce o conceito de fake autenticidade.

Conteúdos que parecem humanos, mas não são.
Depoimentos que não existiram.
Histórias que não foram vividas.

O público percebe.
E quando percebe, a confiança cai.

Fake autenticidade: o risco invisível para as marcas

O grande debate dos últimos dias não é sobre usar ou não IA. É sobre como ela está sendo usada.

Marcas que tentam parecer humanas usando artifícios artificiais correm três riscos claros:

  1. Perda de confiança
    Quando o público descobre que aquele conteúdo “real” não era tão real assim, a relação muda.
  2. Queda de engajamento orgânico
    Plataformas priorizam interações genuínas. Conteúdos percebidos como artificiais tendem a performar pior ao longo do tempo.
  3. Desconexão com a proposta da marca
    Se o discurso é proximidade, transparência e verdade, a incoerência aparece rápido.

Autenticidade não é estética.
É coerência.

UGC vs IA não é uma disputa. É uma escolha estratégica

Tratar UGC e IA como lados opostos é um erro comum.

Na prática, marcas mais inteligentes estão fazendo algo diferente: combinando os dois.

A IA entra como suporte estratégico:

  • Organização de ideias
  • Estruturação de narrativas
  • Otimização de textos para SEO
  • Análise de dados e comportamento

O UGC entra como elemento central da conexão:

  • Pessoas reais
  • Histórias reais
  • Experiências reais

A IA acelera.
O humano conecta.

O que o consumidor espera hoje das marcas

O público atual não rejeita tecnologia.
Ele rejeita enganação.

As pessoas aceitam conteúdos produzidos com IA quando:

  • Existe transparência
  • Existe propósito
  • Existe verdade na mensagem

O que não funciona mais é tentar passar algo artificial como se fosse espontâneo.

Confiança virou moeda.
E ela é difícil de recuperar quando perdida.

Como marcas podem usar UGC e IA de forma inteligente

Algumas boas práticas que estão se destacando:

  • Use IA para estruturar, não para fingir
  • Priorize vozes reais sempre que possível
  • Incentive clientes e colaboradores a participarem da comunicação
  • Deixe claro quando um conteúdo é criado com apoio de tecnologia
  • Foque menos em perfeição e mais em verdade

Conteúdo autêntico não precisa ser improvisado.
Ele precisa ser honesto.

O papel das agências nesse novo cenário

Agências de marketing deixaram de ser apenas produtoras de conteúdo. Hoje, são curadoras de narrativa e verdade de marca.

O trabalho não é escolher entre UGC ou IA.
É definir quando, como e por que usar cada um.

Marcas que entendem isso constroem relevância de longo prazo.
As que ignoram, entram no ruído.

A tecnologia vai continuar evoluindo.
A IA vai ficar cada vez mais sofisticada.

Mas uma coisa permanece igual: pessoas confiam em pessoas.

UGC não é tendência passageira.
É resposta direta à saturação do digital.

E a IA, quando bem usada, não substitui essa verdade. Ela potencializa.

Se sua marca quer crescer com consistência, o caminho não é parecer autêntica.
É ser.

Quer aplicar isso de forma estratégica na sua marca?

Na Afã Marketing, ajudamos empresas a construírem narrativas reais, inteligentes e alinhadas com o que o público espera hoje.
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